Acho que no fim tudo se resume ao amor. Ao amor que a gente doa e espera receber de volta. Como dizia Heidegger, o cuidado (sorge). Viver em sociedade é necessariamente viver com o outro. Mas algumas vezes optamos por viver para o outro. O para assume, aqui, o sentido de doação. O gostar, o se preocupar, e as diversas formas que o termo cuidado, ou amar assumem. É fácil, quando gostamos, cuidarmos do outro? O problema é que algumas vezes nós nos esquecemos de cuidarmos de nós mesmos, nos abandonamos, nos matamos pouco a pouco, pedacinho por pedacinho. É muito importante cuidar do outro, mas nunca devemos nos esquecer de cuidarmos de nós mesmos. A lição do outro é que nós não devemos nos abandonarmos jamais. E às vezes decidimos nos escondermos no sorge pelo outro. Mas para bem cuidar é preciso, antes, ser cuidado.
O desamparo é o sentimento consequente do excesso de sorge por um outro que não te reconhece como alguém a ser lembrado. Mas quem colocou a impressão de necessidade da lembrança fomos nós ao criarmos expectativas e ao esperarmos algum sorge em troca. O amor tem que ser doado como um pedaço de pão. Ele será comido e deixará como vestígio no mágimo algumas migalhas. Mas não devemos procurar por elas. Ao doar sorge você não deve esperar nada em troca.
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quinta-feira
terça-feira
Diminuindo os remédios
No início do mês fui a um reumatologista para olhar a questão da dor que sinto na base da coluna (em termos médicos, sacroilíaca).
Um das dificuldades que encontrei, ao sentir por muito tempo dor pelas quase todas as 24 horas do dia, é diferenciar os TIPOS de dor. O problema da fibromialgia em graus altos é que tudo é dor. Por essa razão, por muito tempo eu sentia uma dor má coluna insuportável e acredita que era o dia em que a fibromialgia resolveu "atacar". Essa dor se parece a uma furadeira espremendo aqueles dois pontos em minha sacroilíaca. Se eu não tivesse começado a melhorar, continuaria acreditando que era apenas mais um sintoma da fibro. Acontece que, após seis meses de tratamento interdisciplinar (tema de um próximo post), comecei a melhorar, pouco a pouco, da fibra. E então surgiu a questão: por que é que essa dor na sacroilíaca não melhora? Acho que só é possível começar a diferenciar dores - a que é de fibro e a que não é- depois que melhora, só assim me parece ser possível conhecer a dor da fibro. E me parece que a dor da fibromialgia não tem nada a ver com furadeira. (cont.)
Um das dificuldades que encontrei, ao sentir por muito tempo dor pelas quase todas as 24 horas do dia, é diferenciar os TIPOS de dor. O problema da fibromialgia em graus altos é que tudo é dor. Por essa razão, por muito tempo eu sentia uma dor má coluna insuportável e acredita que era o dia em que a fibromialgia resolveu "atacar". Essa dor se parece a uma furadeira espremendo aqueles dois pontos em minha sacroilíaca. Se eu não tivesse começado a melhorar, continuaria acreditando que era apenas mais um sintoma da fibro. Acontece que, após seis meses de tratamento interdisciplinar (tema de um próximo post), comecei a melhorar, pouco a pouco, da fibra. E então surgiu a questão: por que é que essa dor na sacroilíaca não melhora? Acho que só é possível começar a diferenciar dores - a que é de fibro e a que não é- depois que melhora, só assim me parece ser possível conhecer a dor da fibro. E me parece que a dor da fibromialgia não tem nada a ver com furadeira. (cont.)
segunda-feira
Médico
Hoje fui em um outro médico para olhar a questão da dirá que sinto na coluna e que não melhora, ainda que os sintomas da fibromialgia já tenham melhorado um pouco, essa dor na coluna, ou sacroiliaca persiste. Tomei por um mês o celebra, e deu uma melhorada na dor, mas mesmo assim houve dias nesse mês que senti muita dor. O problema é que se eu estiver com espondinite, seria um caso muito brando. Por isso, ao que parece, fica difícil de fazer um diagnóstico certo sobre isso, é o que diz o médico. Ele pediu que eu tomasse o celebra a partir de agora apenas se eu sentir dor e voltar daqui a um mês. Fato é que ele, como a maioria dos reumatologistas aos quais eu já fui até então confirmaram o diag de fibromialgia. O ponto interessante da sua análise é que ele observou como eu sou metódica e sistemática, e concluiu o fato que sim, sou muito perfecccionista. Verdade,verdade, mas é difícil mudar isso...
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