Mostrando postagens com marcador natação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador natação. Mostrar todas as postagens

segunda-feira

Sobre dores e canetas

Hoje senti dor durante o dia. Tentei comprar uma mochila de natação pela Internet, mas não consegui. Eu fico com essas ilusões de que eu vou comprar uma mochila, um palmar ou uma prancha nova e isso vai mudar a minha vida, que eu vou virar uma atleta. Mas infelizmente no fundo eu sei que isso não vai acontecer, não por ora. Hoje mesmo eu queria ter ido nadar mas minhas pernas doíam tanto que acabei em casa, dormindo. Os meus braços também estão doendo, por isso escrevo devagar, deveria ter escolhido uma caneta mais leve. Aliás, ganhei da universidade uma caneta Cross de formatura, mas nunca pude usá-la por mais de 3 min, de pesada que ela é. Nunca pensei que o peso de uma caneta poderia ser um problema para mim. E essa fraqueza toda me levará a publicar esse texto só amanhã, porque eu não vou ligar o PC, digitar, etc. Hoje não, amanhã talvez.
Imagem: Andrea Joseph


domingo

A influência da alimentação

Tive um período de relativa estabilidade em relação à fibromialgia, às vezes eu nem lembrava que tinha essa doença. Mas vale dizer que eu mantinha uma alimentação equilibrada, com pouca gordura, pouco carboidrato, pouca carne vermelha; fazia natação três vezes por semana e mantive os remédios. Mas fui passar uma temporada com minha família, mudando totalmente a minha alimentação e o meu dia-a-dia. Passei a comer muito mais pão branco, comidas gordurosas e menos fruta, assim como bebi mais álcool, comi muito mais doce. O resultado foi que, após três semanas nessa dieta, retornei para casa e voltei a sentir dor. Muita dor. Isso me levou a pensar que a alimentação poderia influenciar de alguma forma na fibromialgia.

sexta-feira

Sobre a depressão e fazer o que gostamos

Ontem tive um momento de reflexão sobre a felicidade. Sofro de distúrbio bipolar e ainda estou ajustando o tratamento, logo tenho fases de depressão. Eu estava com depressão profunda há algum tempo e o médico receitou um novo antidepressivo para tentar resolver isso. Com o passar das semanas melhorei, mas ainda ficou aquele vestígio de não estar feliz. O problema é que quando estamos com depressão paramos de fazer as coisas que gostamos. Eu, por exemplo, gosto de nadar, escrever, tocar clarinete, mas parei tudo isso por causa da depressão. E como a depressão nos deixa sem vontade de fazer nada, não fazemos aquilo que gostamos, o que nos deixa ainda mais tristes. E daí vem a inércia. Você já está acostumado a não fazer o que gosta e não consegue recomeçar a fazer o que gosta e a vida fica meio sem graça. Depois de refletir sobre isso com meu marido, chegamos à conclusão que eu precisava voltar a fazer as coisas que gosto. Há meses que digo que vou voltar a nadar, mas não o fazia. Hoje consegui ir. Foi tão bom, tão prazeroso. Gente, vale a pena, mesmo sem ter vontade nenhuma, recomeçar a fazer aquilo que gostamos, que nos dá prazer. Porque a felicidade não é um estado alcançado gratuitamente, a felicidade é construída nos pequenos momentos de alegria.

quarta-feira

Tentativas de melhora II - Bola de Pilates

Então no início do ano decidi melhorar da fibromialgia. Um dos meios foi fazer fisioterapia, uma vez que eu estava caindo com frequência e sem saber a causa exata das quedas. Por  consequência, machuquei o joelho e descobrimos uma inflamação na sacroilíaca (a base da coluna - acho). e tive que fazer 20 seções de fisioterapia. Fiz no meu horário de almoço. Fisioterapia é um saco (entediante e repetitivo), mas é ótimo. Melhorei bem. Como vi que a fisioterapia era uma ótima, comecei a fazer aulas de pilates uma vez na semana. Como já relatei anteriormente, então era natação 2/3 X por semana e pilates 1 X por semana. Sobre o pilates, o que tenho a dizer é que se forçar um pouquinho doerá. E muito. Então não force, não tente ultrapassar limites, você não quer ser um atleta olímpico. O que me agradou no pilates foi a relação respiração com alongamento. Os exercícios de força eu sempre achava que forçava, já que eu não tenho muita força. Ao fim eu queria fazer apenas a parte de alongamento. Mas falar isso para seu instrutor não vai agradá-lo muito. Então comprei a bola de pilates, conhecida aqui no Brasil como bola suíça. Com ela eu faço alongamentos e exercícios leves para a perna. Foi ótimo. Primeiro porque aumentei a frequência dos alongamentos, segundo porque aumentar a frequência desses alongamentos diminuiu a dor na sacroilíaca.

Contudo, esses dias eu melhorei, e como sempre faço quando melhoro - e não aprendo! - desleixei. Deixei de fazer os alongamentos na bola. Nadei muitas vezes fazendo quase nenhum algongamento antes nem depois. Consequência> dores fortíssimas na sacroilíaca há, aproximadamente, uma semana. Tilex, codeína, tilex, dipirona.

Conclusão: Não adianta só nadar nem só fazer alongamento com a bola de pilates; o tratamento para fibromiagia, para ser eficaz, deve ser, ao meu ver, multidisciplinar.

quinta-feira

Tentativas de melhora I - natação


Nesse ano de 2012 planejei como meta de ano parar de tomar remédios. Meta ousada, creio eu. No início do ano eu tomava 75mg de Lyrica 2X ao dia; 30mg de Cymbalta 1X ao dia; 3 gotas de Rivotril, 10 mg de ciclobenzaprina e Tilex frequentemente. Sem falar nos custos desse tratamento, sempre penso que não é bom tomar tantos remédios, por mais que seja bom não sentir dor. Comecei, então, a colocar em prática meu plano. No final de 2011 eu havia caído algumas vezes do nada, coisa que me constrangia e me entristecia. Acabei por machucar o joelho e a sacroilíaca, o que me levou a fazer 20 seções de fisioterapia. A fisioterapia foi ótima para as dores (diferentes das da fibromialgia) e comecei a perceber que aqueles aparelhinhos, junto aos alongamentos, bolsa de gelo e gel de cânfora eram interessantes fontes de alívio para dores. Matriculei-me em uma natação perto do meu trabalho, 2X na semana. Como era perto do trabalho eu não tinha muita opção de "escapar", afinal, havia levado todo o material de natação de ônibus e ia ter a cara de pau de voltar para casa sem ter nadado? Funcionou. Consegui, assim, criar o hábito de nadar. No terceiro mês aumentei a natação para 3x na semana, sempre 30min de natação apenas. Sentia-me bem, mais criativa, mais feliz, mais magra. Seis meses depois, voltei a cair. Tive duas quedas em uma mesma semana e imaginei que isso pudesse ser por causa do peso do material de natação que eu carregava para o trabalho. Isso aliado ao fato de que a água da piscina era mais para fria que para aquecida, resolvi mudar de lugar de natação, mudei para uma academia a dois quarteirões da minha casa, assim eu não precisaria carregar o peso e correr o risco de cair novamente. Nesse momento eu já estava com vontade de aumentar a frequência de natação para 4x na semana, e foi o que fiz. Isso por todo o mês de julho. Foi maravilhoso. Diminuíram-se as dores e isso tendo eu diminuído pela metade o uso do cymbalta, já que eu havia perdido a receita (como já mencionei em posts anteriores). Assim, mesmo tomando o cymbalta dia sim dia não, não tive crises de dor de fibromialgia no mês de julho. Ao chegar ao médico no final de julho, a bela surpresa: o médico sugeriu que eu voltasse a tomar o cymbalta todos os dias, mas diminuiu o lyrica pela metade, passando eu a tomá-lo apenas uma vez ao dia. O interessante foi que achei que essa mudança seria péssima, logo viriam crises, e etc. Mas não. Sobrevivi. Senti-me mais fraca, com menos força muscular, mas crise apenas no último sábado quando, num surto de supermulher fui lavar roupa, varrer a casa, fazer bolo, fazer falafel, lavar vasilhas. Claro que veio dor depois. A dor para nos frear. Mas o bom é que consegui diminuir um remédio. Creio que isso é um avanço e por consequência defendo que a natação 4x por semana (45 minutos ) é uma ótima. Em breve escrevo sobre as outras coisas que fiz nesse primeiro semestre para tentar melhorar. Se eu escrever agora ninguém vai ter paciência para ler um post que já está tão grande - nem eu. Um abraço.

quarta-feira

UM erro

As dores são o que me levam a escrever, nada mais. Faz três semanas que estou nessa perrenga. Estamos em maio e no início do ano mudei todos os planos, todas as metas para pensar em apenas um: melhorar da fibromialgia, sentir menos dor, tomar menos remédios. Comecei pilates, 20 seções de fisioterapia, natação duas vezes na semana, logo três vezes na semana, yoga, massagem duas vezes na semana.

Atividades que melhoram: 
- Fisioterapia (para a dor na coluna que sinto, mas que não é da fibromialgia),
- Massagem: relaxa muito,
- Pilates bem suave, como um exercício de meditação, concentrando em cada movimento e na respiração,
- Alongamento + natação + alongamento: relaxa o corpo, desestressa do trabalho. 

Melhorei a alimentação, diminuindo significativamente na ingestão de alimentos pesados como carne vermelha, carne de porco e derivados.
Emagreci, com a ajuda da massagem e melhora na alimentação. Melhorou a minha auto-estima, e com isso mais feliz, mais sexo com o marido, etc.

Passei, assim, após todas essas mudanças por uma melhora significativa na qualidade de vida. Contudo, alguns fatores desencadearam crises de dor que me deixaram semanas triste e com dor. 

1. Uma professora substituta de natação me passou um tiro de 100m, que me detonou. O professor depois me explicou que eu não devia ter feito o tiro, etc. Mas enfim, acho que o tiro fez desencadear uma crise. Conclusão: não nade com velocidade, treine resistência em um ritmo sem forçar.

2. Um pequeno estresse financeiro, bateram em nosso carro e fugiram, e não temos dinheiro para pagar o conserto.

Como controlar estresses que não são causados por nós mesmos? Porque a autoexigência está clara, notadamente perfeccionista, etc. etc. Desde que essa doença chata me incomoda tenho tentado ser menos exigente comigo e com os outros, menos perfeccionista, aceitar mais os erros meus e dos outros. Mesmo assim, após um ano de trabalho cometi um erro significativo que me levou a sofrer. E junto ao sofrimento, a dor. 

Um erro em um ano. Fiquei a semana toda esperando um dos meus superiores me chamarem para chamar minha atenção, dizer algo como "isso não pode acontecer novamente", "tenha mais cuidado", etc., etc. Mas nada. O máximo que ouvi foi da assistente da chefe que me disse "Não sofra, todo mundo erra". 

Todo mundo erra.

Alguém me explica por que isso não entra na minha cabeça? 
Por que sofrer tanto com a imperfeição que caracteriza a natureza humana?

domingo

Eis que retornam e me levam à lição anterior

Por que eu me forço a fazer coisas que eu não estou com vontade de fazer?

Por que eu só me lembro de não me cobrar tanto quando tenho crises de dor?

---

Curioso como a única razão que me leva a escrever aqui (ou quase a única) são as crises de dor ou alguma reclamação de algo relacionado à fibromialgia. Neste inicío do ano - apesar de um grande desagrado com a minha profissão devido à excessiva preocupação com lucros de minha chefe superior, a moça do financeiro da escola, que passou meus alunos que haviam tomado bomba - eu estava melhorando significativamente da dor. Em janeiro eu nadava duas vezes na semana entre 1000 e 1200 m. Média boa para quem começou nadando com esforço 200m.

Mas parece que a melhora me trouxe a piora. Parar de sentir dor fez voltar em mim a síndrome do tudo posso, tudo consigo, segundo a qual o limite é o cansaço. Me explico: preenchi minha agenda de modo impressionante e a consequência natural foram o cansaço excessivo e o estresse. Junto a eles, as dores começam a voltar até porque preencher a minha agenda com trabalhos e tarefas me fez não conseguir deixar separado um espaço para a natação.

Ontem pela primeira vez fui ao hospital por causa da dor. Horas na fila de urgência para conseguir uma maravilhosa injeção para dor. Doiam-me inclusive as falanges, as articulações, só não me doiam as unhas porque unha é parte morta do corpo.  Resultado: hora de retornar à lição outrora aprendida:

DEIXAR DE SE COBRAR TANTO.
DEIXAR DE ESPERAR TANTO.


Foto: Chris Parker 


segunda-feira

Sobre dor e comida

Após um tempo de melhora significativa, muito tempo sem dor, as questões que anteriormente me pareciam irrisórias perto da dor que eu sentia voltam como pontos expressivos.

Me explico: Quando uma pessoa sente dor, é provável que ela não se preocupe com nada mais além da dor. Quando a dor melhora, tudo aquilo que ela não via, como aumento de peso, diminuição da libido, ansiedade constante, volta a ser visto como algo de relevo na vida daquela pessoa, ou seja, de mim mesma.

Não sinto mais tanta dor, graças à conjunção Lyrica, Paroxetina e natação. Mas engordei 3 kg. Sendo que eu já havia engordado 4kg desde o início da fibromialgia. As roupas não servem mais, isso gera um desconforto tamanho. Por que engordei? A resposta me parece simples. No princípio, antes do diagnóstico da enfermidade, as dores me impediam de seguir com o mesmo ritmo de exercícios. Depois, com o aumento da dor, a diminuição do sono reparador e a consequente depressão, houve ausência completa de vontade de realizar quaisquer exercícios. A primeira série de remédios receitados, amitriptilina e ciclobenzaprina não resolviam, de modo que cada vez que sentia muita dor eu tentava compensar aquele sofrimento com um prazer - efêmero, mas um prazer: a comida. Comia para me esquecer da dor.

Foto: DixieBelleCupcakeCafe

quinta-feira

Natação e clarinete

Já faz algum tempo que não escrevo e acho que isto coincide com o fato de que faz já algum tempo que não sinto tanta dor. Nesta última quarta-feira eu nadei 1400m em um treino só de resistência. Em treinos anteriores sem ser de resistência eu estou nadando 1100, 1150.  Para mim, nadar 1400 na quarta e hoje, na quinta, ao invés de estar morrendo de dor, sentir-me ótima, é uma vitória que merece um sorriso.
Tenho lido em alguns blogs que comentam que o Lyrica dá náuseas, tonturas, etc. De fato, quando comecei a tomar este remédio teve um dia que eu não consegui fazer nada, tamanha a minha confusão mental. Mas eu pensei: vou dar uma chance para este remédio, continuei tomando-o, mas voltei à prática da natação. Resultado: não tive mais náuseas nenhuma vez. Acho que esporte é essencial e sinto-me feliz por hoje, quando decidi, após muito tempo, voltar a estudar clarinete, ver que o instrumento não está mais tão pesado como me aparecia antes.
Crédito da imagem: www.simplyswim.com